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Em tempos de intolerância, templo budista do DF exalta a ternura infantil

quarta-feira 27 de Abril de 2016

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Seguindo o calendário japonês, abril é o mês dedicado a celebrar o nascimento de buda Shakyamuni. Em Brasília, a comemoração conhecida como Hanamatsuri, ou festival das flores, foi realizada ontem, no Templo Shin Budista de Brasília (315/316 Sul), e reuniu pessoas de todas as idades que participaram de atividades como meditação e apresentação de artes marciais.
 
Durante a cerimônia, crianças levavam flores e velas ao altar. Ali, eram convidadas a dar banhos na pequena imagem de buda menino. "A lenda diz que, no dia do nascimento do buda, uma chuva de pétalas e néctar caiu naquele momento. Esses rituais existem para revivermos essa experiência", explica o social media Santhiago Cavalcante, 28 anos, frequentador do templo há três anos.
 
"Os templos em geral são muito envelhecidos. Não têm muitas crianças. A inclusão delas é muito importante para nós, e, nos nossos rituais, isso foi se dando de forma espontânea", ressalta monja Cris E-Gen. A religiosa destaca que as festas acolhem pessoas de qualquer crença. E, por isso, tentam ampliar o sentido, de religioso para cultural.
 
"Esse templo tem a ideia das portas abertas. Queremos mostrar que os benefícios do budismo são para todos", considera a monja.
 
Prova dessa integração com a população que não se denomina budista é a participação da designer Elisa Janowitzer, 42 anos, e de seu esposo Christian Hingst, militar, 44. O casal veio do Rio de Janeiro há três meses e encontra no templo um lugar de paz.
 
"Nós não temos nenhuma religião, mas nos atraímos muito pela cultura japonesa", conta Elisa. Eles levaram a filha Lara, de seis anos, para aproveitar as brincadeiras. "Estou achando tudo incrível. Aqui tem um ambiente saudável para ela", conclui a mãe.
 
Respeito e integração
 
Monge Sato, administrador do Templo Shin Budista de Brasília, ressalta que os preceitos do budismo se fazem ainda mais valorosos nesse momento de instabilidade política e intolerância em que se encontra o País. "Nesse dia em que os rumos da democracia serão realinhados, um não à violência, à mentira e ao roubo se fazem ainda mais essenciais", pontua.
 
De acordo com ele, a força, a energia e a inocência das crianças são exemplos para os adultos, principalmente quando se fala em tolerância. "Muitas delas que vemos aqui brincando juntas nunca se viram antes, mas elas sabem lidar com as diferenças. Em poucos minutos já estão interagindo. Devemos ser como as crianças", afirma.
 
Para que o templo seja um espaço ainda mais frequentado por toda a família, Sato decidiu tornar mensal esse dia de integração infantil. "Muitos pais não têm com quem deixar os filhos. Então, todo terceiro domingo de cada mês, teremos uma festa semelhante, com atividades e voluntários para cuidar das crianças. O importante é que a comunidade se envolva", finaliza.
 
Saiba mais
 
Ao derramar um chá adocicado sobre a cabeça do buda, os participantes são convidados a fazer pedidos como a realização de sonhos, saúde e proteção.
 
No evento ocorrido na manhã de ontem, outras atrações também foram pensadas para atrair os pequenos. Entre elas o yoga infantil, contação de histórias, artes circenses e oficinas de brinquedos.
 
Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

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