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Segyu Choepel Rinpoche, mestre budista:’O segredo é o modo avião’

quarta-feira 27 de Abril de 2016

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"Nasci no Rio, de pai médico e mãe dona de casa. Tenho 65 anos. Fiz Engenharia Elétrica e me mudei para os EUA em 1982, onde tive contato com um mestre tibetano. Fui reconhecido como reencarnação de um lama e passei 28 anos recebendo treinamento numa comunidade tibetana na Índia."
 
Conte algo que não sei.
 
Quando queremos nos referenciar à religião, falamos sobre o mundo externo, mas não tangível. Deus, as divindades, mas são poucos os seres humanos que sabem o potencial que temos. O potencial para ser feliz, viver em alegria. Vivemos a vida que vivemos porque distorcemos o nosso modo de ser, geramos versões pessoais da realidade, padrões de comportamento. Se prestarmos atenção nesse potencial, que é bloqueado, podemos ter uma vida muito mais satisfeita, alegre e feliz, independentemente dos problemas que nos afligem. O budismo, que muitos pensam ser uma religião, é uma filosofia capaz de nos mostrar essa essência.
 
Como descobriu o seu lado espiritual?
 
Minha primeira influência foi um professor de ioga que tive no Colégio Militar, que me trouxe o interesse pela filosofia oriental. Já na faculdade, um dia fui a uma livraria e, do nada, um livro caiu no meu pé. O título era: “Ioga no Tibete”, do Tsong Kha Pa. Li, mas não entendi nada, mas ele me marcou. Depois de formado, comecei a trabalhar com computação, mas resolvi mudar de campo e ir para os EUA estudar Psicologia Transpessoal, que integra a Psicologia Clínica com conceitos transcendentais. Lá, tive contato com um mestre tibetano e fui reconhecido como a reencarnação de um mestre, que pertencia a uma linhagem chamada Segyu.
 
Assim, do nada? O que é ser a reencarnação de um lama?
 
Não sei, se você souber, me diga (risos). Não me sinto nem um pouco diferente de você, exceto pelos chamados. Consigo prestar atenção em experiências aparentemente sem explicações, como a do livro. Guardo essas experiências de forma intuitiva. Depois, pude fazer ligações com experiências do passado e adquirir mais conhecimento.
 
Como é realmente o processo de reconhecimento da reencarnação de um lama?
 
Se a reencarnação for de crianças, por ser próxima, ainda existem objetos do lama morto. Os avaliadores colocam objetos que pertenceram a ele e chamam a criança. Se ela for uma reencarnação, intuitivamente, pega o que era dele. Isso é uma indicação, depois há uma avaliação com uma comissão de mestres. No meu caso, eu já era adulto. Um mestre me apresentou a uma imagem que eu não conhecia, mas via em meus sonhos. Era Tsong Kha Pa, o autor do livro que caiu no meu pé. Isso serviu de indicação, confirmada por oráculos e uma comitiva de cinco monges seniores.
 
Teve treinamento no Tibete?
 
Por longo tempo, não, porque no Tibete já não existe mais treinamento, por causa do conflito com a China. Todos os mestres que seguiam a linhagem saíram e se restabeleceram na Índia. Recebi ensinamentos nos pequenos Tibetes, fora do Tibete: comunidades monásticas fechadas, com 12 mil, 15 mil monges, que mantêm a estrutura igual à do Tibete. Lá, fui treinado durante 28 anos.
 

Você tem um iPad. Como é a relação do budismo com a tecnologia?
 
Meus ensinamentos estão aqui, sou extremamente conectado. Antes, quando fazia a mala, carregava textos e mais textos. Hoje, o iPad é meu livro de reza.
 
Mas como meditar num mundo tão conectado?
 
O segredo é o “modo avião”. É a sua motivação de querer realmente se interiorizar. Você vai dedicar no mínimo cinco, no máximo dez minutos por dia. Em “modo avião”, ninguém entra, só você. Não precisa eliminar iPads e iPhones; precisa se disciplinar, porque a sua vida não é isso. São apenas ferramentas para usar.
 

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