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Tibetanos trabalham intensamente para salvar crustáceo minúsculo

Budistas têm se reunido a fim de resgatar pequenos camarões pela "libertação de vidas"

sexta-feira 3 de Outubro de 2014, por Buddhachannel Portugal

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Tibetanas procuram os pequenos camarões na lama à beira do Rio Batang
Foto: Gilles Sabrie / NYTNS



Com um conjunto de hashis nas mãos e uma oração tibetana nos lábios, Gelazomo, pastora de iaques de 32 anos, inclinou-se sobre a margem rochosa do rio que atravessa a cidade e procurou pelos animaizinhos que ela acreditava que trariam salvação.

De tempos em tempos, ela removia um pequeno camarão que havia ficado preso na lama, e então o jogava dentro de um balde com água. Ao lado dela, dezenas de outros tibetanos labutavam sob o sol do meio dia, entre eles criancinhas e idosos que, de longe, pareciam estar garimpando ouro.

— Buda nos ensinou que tratar o próximo com amor e compaixão é a coisa certa a fazer, não importa o quão pequena seja essa vida — ela explicou, enquanto os crustáceos recém-salvos se lançavam do seu balde para a água.

Os budistas são incentivados a demonstrar reverência a todos os seres sencientes; alguns adeptos rejeitam a carne, enquanto outros compram animais destinados à morte e os libertam. Aqui em Yushu, cidade de maioria tibetana, onde mais de 3 mil pessoas morreram em um terremoto há quatro anos, os devotos têm se reunido no Rio Batang a fim de resgatar o minúsculo crustáceo que dificilmente mereceria tamanha atenção.

Os monges budistas afirmam que o interesse crescente na "libertação de vidas" ou "soltura de misericórdia", como às vezes é chamada, é parte de um aumento da devoção religiosa após o terremoto que destruiu boa parte de Yushu. As doações aos monastérios da região aumentaram, segundo eles, assim como os atos comuns de gentileza entre os desconhecidos nessa cidade de 120 mil habitantes, situada a aproximadamente 2092 quilômetros a nordeste de Hong Kong.

— Não salvo essas vidas apenas para mim e para a minha família, mas também para todas as pessoas que morreram no terremoto — disse Gelazomo, que como muitas tibetanas é chamada apenas pelo primeiro nome.

Trabalhando com seu bebê amarrado nas costas, ela disse que a perda e o trauma vivenciados por tantas pessoas em Yushu haviam fortalecido o comprometimento com os ensinamentos budistas que enfatizam o respeito por todos os seres vivos.

Vários outros disseram que os pequenos seres poderiam muito bem ser a alma reencarnada de parentes ou de amigos que pereceram no terremoto.


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