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Viajar com “O chá, de Oriente para Ocidente”

terça-feira 26 de Fevereiro de 2013, por Buddhachannel Portugal

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O Museu do Oriente leva-o numa viagem para contar tudo sobre o chá, a bebida que nasce na China e que é actualmente um ponto de ligação comum a todas as civilizações.

A exposição “O Chá. De Oriente para Ocidente”, está organizada em sete núcleos: “Planta do chá e respectivo cultivo”, “Bules yixing”, “Transporte e comércio”, “Porcelana chinesa de exportação associada ao chá e outros utensílios com ele relacionados (caixas e chávenas de chá em materiais exóticos)”, “O chá na China e no Japão”, Ambientes associados ao chá (chá na Europa)”, “Serviços de chá em porcelana europeia e prataria portuguesa”.

O chá, “cha” (apanhar) ou “te” (água quente), vem da camellia sinensis, a árvore a que chamamos chazeiro. Reza a lenda que a planta nasceu como medicamento e depois surgiu ligada ao budismo.



Ao todo existem seis tipos que pode observar na exposição.

O chá branco; verde; amarelo; Oolong ou azul; preto, e puer (envelhecido). Desde o chá comprimido, na altura em quer era utilizado como moeda de troca, ao chá em pó e, ao chá em folha. Diziam os chineses que deve deixar-se o dragão passear pela água, para libertar todas as suas características, por isso, fica o conselho de preparar o chá em folha solta, em vez de em saqueta.

Assim nasceu o chá como nós o conhecemos, nasceu o bule para fazer a infusão, e a chávena para bebê-la. O segundo núcleo, “Bules Yixing” fala-nos da importância deste objecto e apresenta em exposição vários bules pequenos em cerâmica, laranja ou púrpura, o melhor material para beber o chá.

Mais à frente na exposição percebemos como se bebe esta bebida no Oriente, na China e no Japão. Os chineses são o primeiro povo a beber chá, como elemento fundamental que pertence às suas sete necessidades diárias: o arroz, a lenha, o sal, o óleo, o molho de soja e o vinagre.
Com chá se desculpam, com chá agradecem e com chá pedem favores.
No Japão, o chá tem uma história e um uso diferentes.
O chá chega via budismo e todo o acto de beber tem a sua cerimónia, as suas regras, o seu toque japonês refinado.

Viajamos para Ocidente, para perceber como é que a bebida chegou até nós. É no próximo núcleo que se aborda o transporte e comércio do chá. A bebida foi divulgada cientificamente na Europa, pelos portugueses e, depois de a Holanda ter começado a vendê-la, o chá tornou-se fantástico e apetecível mas começou a gerar conflitos de interesse.



Por fim, vale a pena deleitar-se com as porcelanas. Ligado ao consumo do chá, visto como um produto exótico, surgiram as chávenas por encomenda, como objecto de exposição. Pode ver na exposição todo o tipo de famílias, desde a tradicional azul e branca, à porcelana rosa, introduzida pelos Portugueses. Pode apreciar as cenas temáticas, as chinesices (“chinoiseries”), a prataria portuguesa e outros utensílios relacionados com o consumo do chá, como as caixas de chá.

Em exibição até dia 31 de Março, “O Chá. De Oriente para Ocidente” vai estar no Museu do Oriente, numa mostra que exibe 250 peças de porcelana, prataria, pintura, escultura, mobiliário, bibliografia ou espécimes em herbário, pertencentes a coleccionadores privados, ao património do Museu, ou a outros Museus como Museu Nacional de Arte Antiga, Museu de Marinha, Palácio Nacional da Ajuda, entre outros.

Vale mesmo a pena conhecer tudo aquilo que se esconde por detrás do acto de beber chá. Desmistificar algumas ideias e aprender algumas dicas para utilizar o chá que já não está bom, preparar infusões, entre outros concelhos muito úteis e que vão com certeza, dar mais sabor ao seu chá, da próxima vez que o preparar.

Inês Sá Gonçalves


- Fonte : hardmusica.pt




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