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A Benevolência Budista

quarta-feira 29 de Setembro de 2010, por Nanny Obame

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Pergunta: A caridade é uma prática comum na sociedade ocidental no auxílio às pessoas mais carentes e instituições necessitadas. Qual a visão budista e a posição da BSGI em relação a isso?

Resposta: Na obra Escolha a Vida, um diálogo do presidente Ikeda com o renomado historiador Arnold Toynbee, Ikeda explica que os atos de dar e receber no sentido moderno da caridade incorporam implicitamente o sentido de que o que recebe é inferior ao que dá, ética ou economicamente, ou ambas as coisas.

As religiões carentes de uma filosofia que não estimule as pessoas a se esforçarem, permitindo que fiquem apenas esperando que a resposta dos seus pedidos caia do céu são, na realidade, religiões que corrompem o ser humano. Em vez de enfatizar a prática da caridade, o budismo incentiva seus seguidores a combaterem a causa básica dos sofrimentos inerentes à vida das pessoas, ou seja, a crença nos ensinos superficiais e a ilusão do apego aos desejos mundanos.


Na maioria das situações, a caridade limita-se a aliviar apenas o efeito do sofrimento das pessoas que passam por algum infortúnio, e não leva em consideração a causa essencial dos sofrimentos humanos.

O princípio budista de benevolência (jihi) incorpora a própria essência da sabedoria oriental. Jihi (benevolência) é definido no budismo como “tirar o sofrimento e dar felicidade”. O caractere hi (literalmente, sofrimento) significa os esforços que uma pessoa faz para eliminar a causa fundamental do sofrimento, ao mesmo tempo que compartilha o sofrimento do outro e se solidariza como se esse sofrimento fosse seu. Ji (consideração) significa a prática benevolente baseada na forte determinação de nutrir e proteger a vida dos outros.

Do ponto de vista do budismo, existem duas formas de praticar o bem: o bem menor e o bem maior (ou supremo). Não é raro a BSGI receber convites para participar de campanhas, projetos sociais, trabalhos comunitários etc, que muitas vezes são embasados em sentimentos como caridade, piedade ou misericórdia. Essas fazem parte do bem menor e são, em sua maioria, ações e responsabilidades governamentais por tratarem-se de direitos adquiridos pelo cidadão comum. Na condição de bodhisattvas, sabemos que a atitude mais nobre que podemos empreender em prol da verdadeira felicidade de um indivíduo é a realização do Chakubuku, ou seja, ensiná-lo sobre a rigorosa Lei de Causa e Efeito (...) e conduzi-lo pelo caminho da verdadeira felicidade que o levará à revolução humana.


Pensando desta forma, a verdadeira benevolência é ensinar o budismo às pessoas (bem maior ou supremo). A missão original da religião reside essencialmente em salvar os seres humanos no nível mais profundo da vida, a dimensão espiritual. O trabalho da BSGI é ensinar às pessoas sobre as batalhas espirituais e as batalhas mais profundas da vida necessárias para conduzir uma existência de esperança baseadas no Budismo de Nitiren Daishonin. Com base nesse espírito primordial, a BSGI e a SGI não constróem, por exemplo, hospitais, asilos etc. Podemos dizer que a SGI é um “hospital da vida” que oferece cura para os males da humanidade num nível mais fundamental. Esta é a missão da SGI e da BSGI.

Pergunta: Freqüentemente aprendemos que ensinar o budismo às pessoas é uma grande demonstração de benevolência. Qual a relação entre praticar o Chakubuku e o princípio da benevolência budista?

Resposta: O Chakubuku é um método de propagação do budismo que refuta o apego de uma pessoa a conceitos errôneos, conduzindo-a, dessa forma, a uma correta visão da vida.


Realizar o Chakubuku equivale a romper a causa básica da infelicidade — a natureza maléfica inata na vida — e conduzir uma outra pessoa à grandiosa benevolência da Lei verdadeira. É a prática básica para a realização da felicidade de cada pessoa e para a prosperidade social. É o trabalho de estimular a vida por meio do diálogo. É a prática da máxima benevolência. É o caminho mais eficaz para a revolução humana, para o acúmulo de boa sorte e para a felicidade. É colocar o valor da vida acima de todas as diferenças, tornando-se uma pessoa que deseja a felicidade de todas as outras, ampliando e aprofundando cada vez mais os laços de vida a vida como autêntico ser humano.

Desde a época em que declarou o estabelecimento de seu ensino, Daishonin jamais recuou um único passo em sua grande e meritória luta pelas pessoas, as quais ele amava como se fossem seus próprios filhos. No escrito “Abertura dos Olhos”, ele revela seu juramento antes do estabelecimento de seu ensino em 28 de abril de 1253. Ele diz que estava plenamente consciente de que se não o revelasse [e proclamasse o correto ensino budista para os Últimos Dias da Lei] ele “estaria carecendo de benevolência”. (The Major Writings of Nichiren Daishonin, vol. I, pág. 95.)


Em “Retribuição aos Débitos de Gratidão”, Daishonin declara: “Se a benevolência de Nitiren for realmente grandiosa e abrangente, o Nam-myoho-rengue-kyo será propagado pelos dez mil anos e mais, por toda a eternidade.” (WND, pág. 736.) E no Ongui Kuden (Registro dos Ensinos Orais), ele afirma: “O Nam-myoho-rengue-kyo que eu, Nitiren, recito agora capacitará todas as pessoas dos dez mil anos e mais dos Últimos Dias da Lei a atingirem o estado de Buda.” (Gosho Zenshu, pág. 720.)

Herdando o corajoso e benevolente espírito de Daishonin, os presidentes Makiguti e Toda enfrentaram os Três Poderosos Inimigos em prol da felicidade das pessoas. Por exemplo, quando saiu da prisão ao final da Segunda Guerra Mundial, Jossei Toda declarou: “Quero banir a miséria da face da Terra!” Esse foi o desejo mais acalentado em toda a sua vida. “Enquanto houver no mundo pessoas sofrendo e vivendo na miséria — ou melhor, enquanto houver pessoas — nossa luta pelo Kossen-rufu jamais cessará.” Desse juramento iniciou-se o histórico movimento de 750 mil conversões em sete anos.


Em uma explanação do presidente Ikeda sobre o escrito “Abertura dos Olhos”, ele observa: “Não importa o quanto uma pessoa aparente ser benevolente, se ela falhar em empreender ações, é como se não tivesse benevolência. (...) O oposto da benevolência é a falsa amizade — agir falsamente como amigo (...). Daishonin proclamava: ‘A vida das pessoas hoje carece de qualquer senso de benevolência (...) Não é a falta de benevolência a característica primordial da época atual?’”

A sociedade atual é muito cruel e impiedosa. Nesta sociedade carente de benevolência, os membros da SGI, correspondendo à ordem e desejo do Buda Original, estão dedicando-se incansavelmente para aliviar os sofrimentos das pessoas e partilhar a verdadeira alegria. Eles estão comprovando a verdade das profundezas da vida repletos de uma genuína preocupação por seus amigos e pela comunidade em que vivem.

Escrito por Brasil Seikyo 1818


Fonte :www.estadodebuda.com.br

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