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Dia Internacional de Recordação do Tráfico de Escravos e da sua Abolição

segunda-feira 23 de Agosto de 2010, por Nanny Obame

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23.08.2010


Segunda-feira, 23 de Agosto de 2010
Dia Internacional da Recordação do Tráfico Negreiro e da sua Abolição (Unesco)

Não sei se sou eu que sou uma teimosa de sonhos ou se são os sonhos que são uns teimosos de mim...

Não sei porque se chama Pinhal de Negreiros a uma povoação da freguesia de São Lourenço de Azeitão ( de um nome de família? de proprietários de barcos ou angariadores de negros para o tráfico de escravos? da existência pretérita de moínhos de milho e centeio, como acontece em Barcelos?...) Não sei. Soube, oralmente, pelo autor das monografias das 2 freguesias de Azeitão, Joaquim Oliveira, que daqueles pinhais também foram levadas madeiras para a construção de barcos para as nossas navegações... Na verdade, um braço de mar vindo do Tejo até Coina foi até muito tarde navegável (no "Diccionário Geographico" do século XVIII, ainda esse aspecto é referido) e a ligação Lisboa - Azeitão terá sido privilegiada por essa via, durante muito tempo.


Esta ligação ao mar e às Descobertas navega-me de quando em vez o sonho... ou porque leio desta antiga ligação ou porque passo ao lado de Pinhal de Negreiros e o nome não se me deixa passar sem história ou lenda ou porque no pequeno quintal-jardim onde semeio breves hortículas ou flores, a terra - muito arenosa- insiste em falar de passados já longínquos não sei se com saudades do mar se com saudades de adubo e é por aqui que me quedo e lá lhe ofereço do que de necessita para me alimentar os sonhos e saúde do presente...

Hoje, particularmente, um registo histórico me compraz:
" A 7 de Outubro de 1364, D. Pedro I, em carta enviada aos Juízes de Sesimbra ordena que :

"... a dita quinta [da Nogueira, que poderá estar na origem de Vila Nogueira de Azeitão]seja coutada ... e os seus caseiros e foreiros sejam quites e isentos de servir em hostes nem fossado, nem em galés , nem em frota nenhuma nem vão velar no logo de Sesimbra nem em outros lugares e sejam isentos da dita servidão ..." in Joaquim Oliveira, Monografia de São Lourenço de Azeitão

(e como os sonhos são teimosos e eles lá sabem porquê e eu sou fã da polémica Igreja do arquitecto Troufa Real e gostava muito de a ter aqui mais por perto e por aqui foi proibido "in illo illo tempore" a escravidão nas galés e... porque gosto e porque sim... fica a rimar com a efeméride do dia a supradita e bem por mim amada Igreja das Galés, Galeões e Galeotas, estas últimas também eternizadas num topónimo de Azeitão.


Fonte : UNESCO

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