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Yoga e postura

quinta-feira 5 de Agosto de 2010, por Buddhachannel Portugal

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Quando percebemos que a nossa prática acontece sem nenhuma alteração no progresso ou aprofundamento de algumas posturas que temos dificuldades em vivenciar, nem sempre buscamos verificar o motivo. Quase sempre ficamos desmotivados em verificarmos que alguém do nosso lado é o “faz tudo!”, ou nos acomodamos “Sou muito rígido e não vou mudar, toda minha família é assim”, ou “Não me conformo! Faço na raça e na dor”. Tudo isso gera incapacidade de experimentar o corpo verdadeiramente, pois como diz o filósofo: “Nada está separado de nada, e o que não compreendermos em nosso próprio corpo, não compreenderemos em nenhuma outra parte” (R. Steiner)


Alinhar o corpo não é somente se ater ao aspecto músculo-articulaçao, é ir mais profundo e perceber que, como um receptáculo, nosso corpo tem espaços internos esperando para serem preenchidos de energia consciente e inteligente, soltando as couraças que amarram nosso ser, impedindo que a energia ascenda. Ter consciência dos espaços internos em cada feixe muscular e em cada articulação é trazer um “bom espaço - Sukha”, viabilizando as reais funções dos mesmos para restaurar e dar vida para ao corpo.


Falar em Alinhamento sugere algo como postura correta ou ideal. Induz uma potencialização funcional do corpo, ou seja, abrir o corpo, criando espaço não apenas no eixo, mas principalmente no organismo inteiro, da parte externa e interna. Significa alinhar e ajustar corretamente músculos, ossos, articulações, dando segurança na execução dos ásanas; isso sem falar na otimização e economia que permite o corpo se apropriar dos benefícios da lei do mínimo esforço, economizando gastos desnecessários, absorvendo mais vitalidade, mais energia. Assim, aprende-se a usar o corpo como uma unidade, integrando estrutura óssea, espaço articular, tônus muscular adequado e consciência física dos órgãos internos.

Buscar o alinhamento corporal é necessário, antes de tudo, ter o conhecimento do seu corpo, de dentro para fora e de forma lenta: “Para possuir verdadeiramente alguma coisa, é preciso assimilá-la lentamente” (Krishnamurti).

O verdadeiro equilíbrio harmonioso de todo ser é reeducar a receptividade através do trabalho corporal. Quando o seu corpo está equilibrado você se abre para a vida.

O alongamento consciente pode reduzir dores no corpo, aumentando a mobilidade, a flexibilidade, permitindo que cada pessoa entenda seu corpo como essência única, entendendo também suas limitações. Isso evita lutar contra os próprios limites, facilitando os ajustes das posturas e evitando lesões.

Não basta querer com autoritarismo que o corpo obedeça a uma ordem de amplitude muscular, a não ser que antes aprendamos a escutar o corpo... Diálogos internos, profundos e verdadeiros! Deve-se cuidar dos movimentos e verificar até onde se pode realizar o movimento correto sem desconforto e desestabilização. Isso significa que o movimento deve ser adaptado em cada postura.

Importante lembrar que a flexibilidade é um fator também genético, sendo que pessoas com hipertrofia muscular também tem limitação mecânica, devido ao trabalho desenvolvido. Mesmo aquele que tem um corpo flexível requer cuidado com a amplitude dos movimentos, pois o excesso desta pode causar frouxidão ligamentar. Uma forma correta de trabalhar a amplitude dos músculos é perceber o limiar entre o conforto e a dor.


Para desenvolver a flexibilidade de forma consciente, é necessário perceber a qualidade estática (músculos de sustentação postural) e dinâmica (músculos responsáveis pelos movimentos), para depois se preocupar com o alongamento e finalmente com a amplitude do movimento. Nosso corpo é uma máquina inteligente e o sistema muscular procura comodidade nas diversas posturas corporais, esquivando-se das tensões de alongamento exatamente nos lugares de maior precisão; isso gera movimentos sem alinhamento, dores e vícios posturais. Daí a necessidade de realizar todo movimento em perfeito relaxamento: qualquer que seja a atividade empreendida o relaxamento é uma introdução indispensável; sem ele toda atividade sofrerá restrição provocada por crispações que nem mais percebemos de tão tomados que estamos pela vontade ávida de AGIR.

Pelo relaxamento descobrimos não mais o corpo que temos, mas aquele que somos. Assim, devemos ter sensibilidade, percebendo que o ajuste correto das posturas nos leva a um estado de presença e movimentos internos permanentes, onde todos os músculos da nossa estática agem corretamente.


Isso significa que devemos:

— Estar sempre atentos à ação do centro de gravidade;

— Educar dinamicamente a força dos músculos que preservam e sustentam a coluna vertebral;

— Estabelecer uma relação de energia emitida do centro do corpo para a periferia;

— Situar bem as articulações e estabelecer relações com os músculos;

— Estabelecer uma relação íntima do ritmo da respiração com o movimento;

— Aprender a utilizar o esqueleto para sustentar o peso do corpo, proporcionando

— uma sensação de leveza, conferindo maior liberdade aos movimentos;

— Manter a atenção plena em cada movimento integrando corpo/mente;

— Aprender a executar movimentos corporais isolando cada articulação sem perder a unidade do corpo;

— Ter auto-observação explorando as próprias possibilidades sem a necessidade de atingir um objetivo pré-estabelecido nem de fazer o que é correto e esperado, abrindo caminho para a espontaneidade e autenticidade;

— Soltar, equilibrar e experimentar qualquer parte do corpo, compreendendo que movimento e flexibilidade são a nossa própria natureza.

Mecanicamente, fisiologicamente e psicologicamente o corpo humano é compelido a lutar por um estado de equilíbrio, sendo que “Todo esforço é para chegar a não fazer nada” (Goethe). É justamente nesse momento que encontramos a liberdade de AGIR... Do nosso corpo para o universo!
v Enfim... Devemos estar abertos para nos ajustarmos nas posturas corretamente, pois isso induz um processo de despertar algo que não conhecemos dentro de nós mesmos, uma vez que nossas estruturas musculares estão condicionadas a hábitos e ações impregnadas ao longo da nossa vida, que esconde nossos verdadeiros movimentos.


Fonte : www.shaktiyoga.com.br

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