Buddhachannel

Dans la même rubrique

29 juin 2016

Le Sûtra du Diamant

29 de junio de 2016, por Buddhachannel España

El Sutra del Diamante










Instagram





Rubricas

Shantideva - Bodhisattvacharyavatara VI: A Paciência (Versos 101-134)

domingo 18 de Julho de 2010, por Buddhachannel Portugal

Langues :

Todas as versões deste artigo : [Deutsch] [Español] [Português]

Shantideva - Das Bodhicaryavatara




Capítulo VI : A Paciência

[101] Ia entrar no domínio da dor e eles são como uma porta fechada, posta à minha frente pelas bênçãos dos Buddhas; como lhes poderia querer mal?

[102] "Mas o meu inimigo estorva as minhas boas obras!" Má desculpa para o ressentimento, pois não há ascese comparável à paciência e a ocasião de a praticar é oferta sua.

[103] Se não pratico a paciência com ele, é falta minha; sou eu que coloco um obstáculo face à boa obra que me é posta à disposição.

[104] Com efeito, aquele sem o qual um outro não existe e pelo qual este último existe, esse é a causa do outro; como lhe podemos chamar de obstáculo?

[105] O mendigo que se apresenta no momento oportuno não é um obstáculo à esmola e o religioso que dá a ordenação não é um obstáculo à tomada de votos.

[106] Os mendigos são coisa comum no mundo, mas os ofensores são raros, pois eu não ofendo ninguém, ninguém me ofenderá.

[107] Um inimigo adquirido sem esforço é um tesouro que me surgiu em casa; muito caro me deve ser este auxiliar da minha carreira espiritual.

[108] Os dois têm direito ao fruto da paciência, mas que seja ele a recebê-lo primeiro, uma vez que ele é a causa primeira da minha paciência.

[109] "O meu inimigo não tem a intenção de aperfeiçoar a minha paciência, por isso não merece que o honre!" Mas então porque honrar o Dharma, que é uma causa inanimada do teu aperfeiçoamento?

[110] "Mas ele tem em idéia fazer-me mal. Como posso honrar um inimigo?" Mas como poderias praticar a paciência se ele se devotasse ao teu bem, como um médico dedicado?

[111] É a sua hostilidade que condiciona a minha paciência e, sendo sua causa, devo honrá-lo como ao santo Dharma.

[112] O mestre disse: "Assim como os Buddhas, os seres são um campo de mérito", porque honrando tanto uns como outros, muitos foram os que atingiram a outra margem da perfeição.

[113] É através dos seres, assim como dos Buddhas, que obtemos as virtudes de um Buddha; no entanto, a veneração que devotamos aos Buddhas recusamo-la aos seres. Por que esta distinção?

[114] A grandeza de uma intenção não se mede pela intenção em si, mas pelo seu efeito. Portanto, os seres têm uma grandeza igual à dos Buddhas, vão a par com eles.

[115] A veneração que se tem por um homem bom dá-nos a grandeza desse homem. O mérito que produz a devoção aos Buddhas, dá-nos a grandeza dos Buddhas.

[116] Por essa razão, os seres são semelhantes aos Buddhas, ambos permitem atingir o estado búddhico; mas, na verdade, nenhum ser é comparável aos Buddhas, que são oceanos de qualidades infinitas.

[117] Os Buddhas concentram em si a essência de todas as qualidades. Bastaria que um simples átomo dessa essência se encontrasse nos seres, para que os três mundos inteiros não lhes fizessem suficiente homenagem.

[118. Ora, esta insigne parcela que faz germinar em nós as virtudes de um Buddha, está presente em todos os seres. É por causa desta presença que os seres devem ser reverenciados.

[119] Aliás, para além de agradar aos seres, que outra maneira temos para saldar a imensa dívida para com estes amigos sinceros e benfeitores incomparáveis que são os Buddhas?

[120] Pelos seres, eles dilaceraram o corpo e desceram aos infernos; o que fazemos pelos seres, é por gratidão pelos Buddhas que o fazemos. Por isso, devemos fazer o bem a todos, mesmo aos nossos piores inimigos.

[121] Então, os meus mestres dedicam-se às suas crianças sem reserva e eu, em vez de mostrar uma humildade de servo perante os filhos dos meus mestres, trato-os com orgulho. Como é possível?

[122] Os Buddhas satisfazem-se com a felicidade dos seres; quando os seres sofrem, os Buddhas entristecem-se. Quando satisfazemos os seres, satisfazemos os Buddhas; quando os ofendemos, ofendemos os Buddhas .

[123] Ninguém com o corpo envolto em chamas é capaz de sentir qualquer forma de prazer. Também os compassivos, na presença do sofrimento dos seres, são incapazes de experimentar alegria.

[124] Ao afligir os seres afligi todos os grandes misericordiosos. Hoje mesmo confesso esta falta, para que os Buddhas assim atingidos me perdoem.

[125] A partir de hoje, de mente e coração, tornar-me-ei um servidor do mundo para agradar aos Buddhas. Que a multidão dos seres me arraste a cabeça sob os pés e me mate, mas que o protetor dos seres esteja satisfeito!

[126] Os compassivos adotaram todos os seres como o seu eu, isto não oferece qualquer dúvida! Por esta razão, são os próprios protetores que aparecem com a forma dos seres; como ousamos faltar-lhes ao respeito?

[127] Servir os seres é servir os Buddhas, é realizar a minha finalidade, é eliminar a dor do mundo: tal é o voto ao qual me obrigo.

[128-130] Quando sozinho um guarda real brutaliza toda uma multidão, quem for sensato não lhe resiste, mesmo sendo capaz, porque ele não está realmente isolado; a sua força é a força do rei. Um adversário, mesmo de aparência débil, não deve ser subestimado, porque a sua força são os guardiões do inferno e os compassivos. Assim como um súbdito serve um rei irascível, assim devemos servir todos os seres.

[131-132] Será que a raiva de um rei tem castigos comparáveis aos suplícios dos infernos, para onde nos leva maltratar os seres? Será que o favor de um rei tem recompensas comparáveis ao estado búddhico, que nos valerá o contentamento dos seres?

[133] Já sem falar da condição futura de Buddha, não vês que nesta vida a felicidade, a glória e o renome resultam do serviço dos seres?

[134] Não vês que, mesmo no ciclo das existências, a paciência dá-nos acesso a todos os bens, sejam eles o encanto, a saúde e as honrarias, a longevidade e até os prazeres imensos de um chakravartin?


Fonte : http://www.dharmanet.com.br

Fórum requer assinatura

Para participar nesse fórum, deve estar previamente registado. Por favor indique a seguir o identificador pessoal que lhe foi fornecido. Se não está registado, deve inscrever-se.

Ligaçãoinscrever-sepalavra - passe esquecida ?