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Shantideva - Bodhisattvacharyavatara V: Guardar a Vigilância (Versos 71-109)

domingo 18 de Julho de 2010, por Buddhachannel Portugal

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Shantideva - Das Bodhicaryavatara




Capítulo V : Guardar a Vigilância

[71] Assim, mestre de si, que o praticante esteja sempre sorridente, que evite franzir o sobrolho e mostrar-se zangado; que seja amigo de toda a gente.

[72] E que não deixe cair uma cadeira ou qualquer outro objeto brusca e ruidosamente, nem bata com as portas; que se sinta bem cultivando sempre a humildade.

[73] A garça-real, o gato e o ladrão movem-se em silêncio e na maior discrição e assim conseguem o que têm em vista. Que o asceta faça sempre como eles!

[74] Que guarde com respeito, sobre a sua cabeça, a palavra daqueles que são hábeis a dirigir os outros à virtude e se prestam a dar bons conselhos mesmo sem ser solicitados; que sejam de todos os seres um discípulo.

[75] Que testemunhe a sua aprovação a todas as palavras que são boas; se vir alguém fazer uma boa ação, que o encoraje com o seu elogio.

[76] Que louve em privado as qualidades dos outros e que se associe ao elogio público que lhes é feito. Se é o seu próprio louvor que ouve, que o considere tão-somente uma homenagem à virtude.

[77] Todos os esforços têm por fim a satisfação; mas a satisfação é difícil de obter, mesmo com grandes riquezas. Portanto, farei do prazer de me regozijar com o mérito que os outros adquirem o meu deleite.

[78] Assim, nesta vida não tenho nada a perder e na outra ganharei a grande felicidade. Ora, os ódios, pelo contrário, engendram neste mundo o sofrimento da insatisfação e no outro dores ainda maiores.

[79] Que a sua palavra seja pertinente e moderada, clara, agradável e de toada suave e calma, sem nunca exprimir cobiça ou irritação.

[80] Olhando os seres de um olhar amoroso e sincero, vai pensando: "É graças a eles que o estado búddhico será o meu dote."

[81] Uma devoção constante, os antídotos, os campos das qualidades e dos benfeitores, os infortunados: todos são fontes de um grande mérito!

[82] Que ele seja hábil e confiante, tomando a dianteira na ação; que em nenhum trabalho se pendure em quem quer que seja.

[83] As perfeições, a começar pela generosidade e indo por aí acima, vão tendo uma excelência cada vez maior; não se deve sacrificar uma grande causa a uma causa menor, que, acima de tudo, seja considerado o proveito dos outros.

[84] Compreendendo claramente isto, que ele trabalhe com afinco constantemente para o bem dos outros; mesmo o que é proibido torna-se permitido ao compassivo, cuja visão não tem limites.

[85] Depois de ter dado o petisco aos animais, aos fracos e aos religiosos, que tome a sua refeição com moderação; que sacrifique tudo, exceto os três hábitos monásticos.

[86] Sendo o seu corpo um auxiliar para o Dharma, que o não maltrate por uma causa medíocre; deste modo ele servirá prestes a realização da esperança dos homens.

[87] Que não sacrifique a sua vida enquanto a compaixão não for perfeitamente pura, mas que a sacrifique a uma grande causa para o bem da vida atual e das vidas futuras.

[88] Que não ensine o Dharma a um homem sem respeito ou que, gozando de boa saúde, se cubra com um turbante ou com um pára-sol, venha armado ou use um pau, ou tenha a cabeça coberta.

[89] Que não ensine uma mulher longe da presença de um homem, nem o Dharma profundo e sublime a seres de capacidades reduzidas; que manifeste um respeito idêntico pelos ensinamentos superiores e inferiores.

[90] Se alguém se mostrar digno dos ensinamentos superiores, que ele não o afete aos ensinamentos inferiores, mas não o tente ganhar pela atração aos sutras e aos mantras, dispensando-o das regras de conduta.

[91-95] É incorreto cuspir ou deitar fora um palito sem os cobrir de terra; sujar água potável e campos lavrados é algo de repreensível. Não deve comer com a boca cheia, aberta ou ruidosamente, nem se sentar com as pernas esticadas ou esfregar as duas mãos ao mesmo tempo. Não deve pernoitar ou viajar na companhia da mulher de alguém, se ela estiver sozinha. Depois de ter observado e interrogado, que ele evite tudo o que seja considerado como chocante. Que não aponte com o dedo, mas servindo-se com cortesia da mão direita aberta, mesmo para indicar o caminho. Que não chame ninguém distante agitando os braços ou gritando, salvo em circunstâncias prementes; um discreto ruído ou um estalar de dos é o que deve utilizar. Qualquer outra conduta será descabida.

[96] Que ele se deite na postura do Nirvana do Buddha, voltando para a direção que prefere, consciente e decidido a levantar-se de manhã com prontidão.

[97] As práticas enunciadas para os Bodhisattvas são inumeráveis, mas há uma que deve ser observada com todo o rigor: a purificação da mente.

[98] Que ele recite três vezes por dia o Sutra em Três Partes; por esta prática, pela Bodhichitta e pela invocação dos Jinas, apagará de si o resultado do mau agir até ao último vestígio.

[99] Em qualquer situação que se encontre, agindo para o bem de alguém ou de si mesmo, que ele aplique escrupulosamente os ensinamentos adequados.

[100] Não existem pensamentos que os Bodhisattvas não devam aprender, e para quem se instrui assim, tudo é acumulação de méritos.

[101] É unicamente no interesse direto ou indireto dos seres que ele deve agir; é por eles que deve dedicar os méritos à iluminação.

[102] Que ele não abandone, mesmo que lhe custe a vida, o mestre espiritual que pratica a regra dos Bodhisattvas e que é excelente no significado do Mahayana.

[103] Que estude na Biografia do Glorioso Sambhava a conduta a seguir para com os mestres. Os preceitos aqui expostos e os outros ensinamentos do Buddha devem ser estudados no texto dos sutras.

[104] As regras são enunciadas nos Sutras. Que ele recite portanto os sutras e aprenda as faltas graves no Discurso da Essência do Céu.

[105] É necessário ler e reler o Compêndio das Instruções, porque aí vem explicado em detalhe aquilo que dever ser praticado.

[106] Ou então, que estude o Compêndio dos Sutras, que é abreviado, e a obra com o mesmo título composta pelo venerável Nagarjuna.

[107] Através dessas obras poderá ver o que lhe é prescrito e o que lhe é interdito. Depois, poderá agir sem causar desagrado aos seres.

[108] Eis enfim, em resumo, a definição do que é a vigilância: é o exame contínuo do nosso estado físico e mental.

[109] É com atos que irei proclamar o Dharma! De que serve unicamente recitar as suas palavras? Que proveito tirará um doente da leitura de um tratado de medicina?


Fonte : http://www.dharmanet.com.br

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