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Shantideva - Bodhisattvacharyavatara IV: Aplicar a Bodhichitta (Versos 1-24)

sábado 17 de Julho de 2010, por Buddhachannel Portugal

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Shantideva - Das Bodhicaryavatara




Capítulo IV : Aplicar a Bodhichitta

[1] Tendo assim firmemente abraçado a Bodhichitta, que o Bodhisattva, sem olhar para canseiras, se esforce para não transgredir a regra.

[2-3] Empreendimento que tomamos precipitadamente, sem reflexão madura, podemos, mesmo após promessa, realizar ou abandonar. Mas o que foi examinado pelos Buddhas e Bodhisattvas em toda a sua sabedoria, e também atentamente por mim, porque razão adiá-lo?

[4] Se depois de o ter prometido, não o realizo realmente, enganando assim todos os seres, qual será o meu destino?

[5] "Aquele que pensou em dar e não deu, tornar-se-á um fantasma faminto", dizem, e isto mesmo no caso de uma ninharia.

[6] Quanto mais se, tendo proclamado a bom som e do fundo do coração a felicidade suprema, vier a enganar o mundo inteiro. Como poderei encontrar um destino afortunado?

[7] Só o onisciente [Buddha] conhece o insondável curso do karma, que liberta os homens, mesmo quando abandonam a Bodhichitta.

[8] Mas num Bodhisattva esta falha é muito grave, pois, quando falha, está destruindo o bem de todos os seres.

[9] E quem faz barreira à atividade de um Bodhisattva, ainda que por um instante, renascerá sem fim nos lugares de tormento, pois no fundo está atacando o bem de todos os seres.

[10] Se quando comprometemos o bem de um único ser o nosso bem fica comprometido, quanto não ficará quando se trata de todos os seres que povoam a imensidão infinita do espaço?

[11] Assim derivando pelo oceano das existências, ora arrastado pelas vagas do errar, ora pela força da Bodhichitta, recuando e adiando o aportar às terras.

[12] Portanto, farei escrupulosamente o que prometi! Se hoje mesmo não fizer um esforço, irei de mal a pior.

[13] Vieram Buddhas sem conta, procurando por todo o lado onde houvesse seres a socorrer, mas por minha falta nunca estive no alcance do seu poder de curar.

[14] Se agora continuar como sempre fui, o meu fado será os lugares de tormento, a servidão, as mutilações e as lacerações.

[15] Quando voltarei a reunir o aparecimento de um Buddha, a fé, a condição humana, a aptidão à prática do bem, todas estas coisas tão difíceis de obter?

[16] A saúde, o pão nosso de cada dia, o dia-a-dia, com o seu quinhão de segurança, esta vida efêmera, tudo isto é tão enganador... este corpo mais parece uma coisa emprestada.

[17] Uma coisa é certa: não é com uma conduta como a minha que se obtém de novo o nascimento humano e fora dele só o mal me espera. E, nesse caso, de onde viria o bem?

[18] Se não o praticar agora, que sou capaz, como o farei mais tarde, quando estiver embutido pelo sofrimento dos destinos funestos?

[19] A simples menção da palavra "felicidade" é abolida por centenas de milhões de Kalpas para quem acumula o mal e não pratica o bem.

[20] Por isso o Bhagavan disse, "É tão raro obter a condição humana como é difícil a uma tartaruga enfiar o pescoço no buraco de um jugo à deriva no oceano."

[21] Por uma falta de um instante ficamos um ciclo inteiro no inferno Avichi. Diante das más ações acumuladas desde tempos infinitos, como falar de felicidade?

[22] Se ao menos bastasse sofrer as conseqüências deste agir para se livrar dele, mas não, porque enquanto as suportamos continuamos a acumular más ações.

[23] Não há pior loucura ou desatino do que ter encontrado uma ocasião semelhante e não a aproveitar para a prática do bem.

[24] E se depois de o ter compreendido, sucumbo à indolência, por estupidez, condeno-me a mim próprio ao sofrimento no momento da morte.


Fonte : http://www.dharmanet.com.br

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