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Apresentação do Bodhicharyavatara

quinta-feira 21 de Março de 2013, por Buddhachannel Portugal

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Introdução ao Bodhicharyavatara

Escrito no século VIII, o Caminho para a Iluminação (Bodhicharyavatara) ou Guia para o Modo de Vida do Bodhisattva (Bodhisattvacharyavatara) de Shantideva logo se tornou um clássico do buddhismo Mahayana. Diz a lenda que Shantideva recitou o texto inteiro de forma extemporânea, quando foi convidado a fazer uma preleção para uma congregação de monges na famosa universidade monástica indiana de Nalanda. O pedido para oferecer seus ensinamentos teria derivado de um desejo de humilhar Shantideva, já que os outros monges achavam que ele não fazia nada a não ser "comer, dormir e defecar". Os monges não imaginavam que apesar de Shantideva dar a impressão de que levava uma vida de indolência, tinha na verdade uma vida rica em experiência interior e aprendizado profundo. Os relatos tibetanos da história alegam que, ao chegar ao capítulo nove, o capítulo sobre a sabedoria, Shantideva começou a subir pelo ar e a desaparecer, embora sua voz ainda pudesse ser ouvida.

Independentemente dos méritos dessa lenda, a importância do Bodhicharyavatara no panorama cultural e temporal da literatura indiana não pode ser subestimada. O texto de Shantideva tornou-se uma das obras buddhistas mais apreciadas. Para o praticante religioso é uma escritura fundamental, descrevendo as práticas essenciais do buddhismo Mahayana no caminho para a iluminação. Entre todos os textos religiosos da tradição buddhista Mahayana, pode-se dizer que o Bodhicharyavatara de Shantideva e o Ratnavali de Nagarjuna continuam a ser as obras básicas, descrevendo a carreira nobre e altruísta do Bodhisattva. Para os estudiosos e filósofos, o capítulo nove representa uma importante contribuição para o desenvolvimento da filosofia buddhista do Caminho do Meio (Madhyamaka). E para os buddhistas leigos, o texto tornou-se uma fonte de profunda inspiração em sua fé pessoal. Até hoje, o capítulo sobre a dedicação, o décimo e último capítulo, permanece como uma das expressões mais intensas de um profundo sentimento religioso na literatura buddhista Mahayana.



O impacto do Bodhicharyavatara de Shantideva no Tibet talvez tenha sido insuperável. Desde a sua tradução para o tibetano, no século XI, a obra vem exercendo uma profunda influência sobre a vida religiosa do povo. Sua extensa influência pode ser encontrada nos ensinamentos de todas as quatro escolas principais do buddhismo tibetano: Nyingma, Kagyü, Sakya e Gelug. Além de propiciar amplos estudos relacionais com os ideais e práticas Mahayana, tratados em profundidade na obra, o texto também levou ao desenvolvimento de um novo gênero de literatura, que se tornou coletivamente conhecido como lojong, ou "treinamento da mente". É uma categoria de textos religiosos que tratam basicamente de duas preocupações fundamentais da obra de Shantideva, o cultivo da mente altruísta do despertar e a geração de uma profunda percepção sobre a natureza da realidade. A estrofe seguinte está agora quase imortalizada por causa das reiteradas declarações do Dalai Lama que é a maior fonte de sua inspiração: "Por tanto tempo quanto o espaço durar e por tanto tempo quanto os seres vivos existirem, que eu possa até lá também esperar para dissipar a miséria do mundo."

A Estrutura do Bodhicharyavatara

O Bodhicharyavatara é composto por dez capítulos. O primeiro faz elogio aos imensos benefícios proporcionados pela bodhichitta. Para nos prepararmos para ela, devemos antes de mais nada acumular méritos e purificar o nosso ser. É o tema do segundo capítulo que, depois da oferenda em sete pontos, é dedicado à confissão. O terceiro mostra como adotar a bodhichitta. Estes três primeiros capítulos são dedicados à produção da bodhichitta.

Os capítulos seguintes ensinam como pôr a bodhichitta em prática pelo exercício das seis perfeições. A primeira perfeição, a generosidade, é ensinada no decorrer de todo o texto; por essa razão, nenhum capítulo lhe é especialmente reservado. A aplicação e a vigilância são indispensáveis par a preservação da pureza da disciplina, a segunda perfeição. O quarto e quinto capítulos são-lhes dedicados. Os quatro seguintes referem-se respectivamente às quatro últimas perfeições: paciência, perseverança, contemplação e sabedoria transcendente. O texto termina, no décimo capítulo, pela dedicatória dos méritos ao bem dos seres.





No seu comentário, Minyak Künzang Sönam descreve o paralelo estabelecido por Patrül Rinpoche entre a estrutura do Bodhicharyavatara e a da célebre quadra que resuma a prática da bodhichitta:


Que a preciosa bodhichitta
Nasça em mim, se não a concebi.
Após o seu nascimento, que não decline jamais
Mas sempre se desenvolva.



O primeiro ponto, o nascimento da bodhichitta, corresponde aos três primeiros capítulos: o elogio da bodhichitta, a confissão que nos prepara para isso e a sua tomada ou produção. O segundo ponto, como evitar o seu declínio, é explicado nos três capítulos que se referem à aplicação da bodhichitta, à vigilância e à paciência. O terceiro ponto, como desenvolvê-la continuamente unindo sabedoria e meios hábeis, é pormenorizado nos capítulos sobre a perseverança, a contemplação e a sabedoria transcendente. O décimo capítulo é a dedicatória, graças à qual os méritos resultantes da bodhichitta tornam-se inesgotáveis e não param de aumentar.


Fonte : www.dharmanet.com.br




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1 Mensagem

  • Apresentação do Bodhicharyavatara 2 de Agosto de 2010 03:00, por Bruna

    eu gostaria de saber como se escreve esse texto em sânscrito

    Que a preciosa bodhichitta
    Nasça em mim, se não a concebi.
    Após o seu nascimente, que não decline jamais
    Mas sempre se desenvolva.

    Obrigada,

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