Buddhachannel










Instagram





Rubricas

Angkor Wat-Camboja

segunda-feira 2 de Maio de 2016, por Buddhachannel Portugal

Langues :

Todas as versões deste artigo : [Deutsch] [English] [Español] [français] [italiano] [日本語] [Português] [中文]

Angkor Wat (ou Angkor Vat) é um templo situado 5,5 km a norte da atual Siem Reap, na província homônima do Camboja. É o maior e mais bem preservado templo dos que integram o assentamento de Angkor. É também o único que restou com importante significado religioso - inicialmente hindu, e depois Budista - desde a sua fundação. O templo é o ponto máximo do estilo clássico da arquitetura Khmer. É considerado como a maior estrutura religiosa nunca construída,[1] e um dos tesouros arqueológicos mais importantes do mundo.


Angkor Wat faz parte do complexo de templos construídos na zona de Angkor, a antiga capital do Império khmer durante a sua época de esplendor, entre os séculos IX e XV. Angkor abrange uma extensão em torno dos 200 km², embora recentes pesquisas estimem uma extensão de 3 000 km² e uma população de até meio milhão de habitantes, o que o tornaria no maior assentamento pré-industrial da humanidade.
Foi construído pelo rei Suryavarman II, no começo do século XII, como o seu templo central e capital do Estado. Desde a sua construção, e até o translado da sede real ao próximo Bayon, em finais do mesmo século, Angkor Wat foi o centro político e religioso do império. O recinto —entre cujos muros se calculou que viviam 20 000 pessoas—, cumpria as funções de templo principal e, além disso, albergava o palácio real.

Dedicado inicialmente ao deus Vixnu, arquitetonicamente o templo combina a tipologia hinduísta do templo-monte —representando o Monte Meru, morada dos deuses— com a tipologia de galerias própria de períodos posteriores. O templo consta de três recintos retangulares concêntricos de altura crescente, rodeados por um lago perimetral de 3,6 km de comprimento e de uma largura de 200 m. No recinto interior erguem-se cinco torres em forma de loto, atingindo a torre central uma altura de 42 m sobre o santuário, e 65 m sobre o nível do solo.
Tornou-se símbolo do Camboja, aparecendo em sua bandeira e sendo sua principal atração turística. A 14 de dezembro de 1992 foi declarado pela UNESCO Patrimônio da Humanidade.


História

Angkor Wat é o máximo expoente da arquitetura do Império khmer, cujos primeiros templos remontam ao século VI. O promotor deste gigantesco monte-templo foi Suryavarman II, que reinou de 1113 até 1150 d.C. Suryavarman II alcançou o poder após assassinar o então rei Dharanindravarman, saltando sobre ele enquanto o monarca passeava no seu elefante, pelo qual alguns historiadores opinam que as colossais dimensões deste templo estão motivadas em parte pelo desejo de contra-arrestar a aparente ilegitimidade do seu reinado.
Apesar da decadência do império e do abandono dos templos durante os séculos seguintes, os monges budistas permaneceram em Angkor Wat até ser redescoberto pelos franceses. Nas galerias do Preah Poan —uma galeria cruciforme que serve de entrada para o terceiro recinto do templo— encontraram-se estátuas de Buda de madeira, pedra e metal. Algumas destas esculturas foram datadas entre os séculos XVI e XVIII, o qual confirma que o templo de Angkor, ao contrário que outros da zona, nunca foi abandonado. Também a aparição de inscrições em idiomas como o birmano ou japonês permitem inferir a repercussão do templo para além das fronteiras cambojanas.


Restauração

Em 1993, um ano depois da declaração de Angkor como Patrimônio da humanidade, e por causa de uma conferência intergovernamental em Tóquio, um Comitê de Coordenação Internacional foi estabelecido para restaurar e preservar o patrimônio de Angkor. Paralelamente, o governo cambojano criou a APSARA (Autoridade para a gestão e proteção de Angkor e a região de Siem Reap) com o objetivo de obter o status permanente de Patrimônio da humanidade por parte da UNESCO; um status que se conseguiu em 1995.
Bem como em outros templos de Angkor, a maioria das trabalhos de restauração são levados a cabo mediante o método da "reintegração" ou anastilose; um processo de reconstrução consistente em recolocar as peças originais derrubadas, ou em alguns casos até mesmo elaborar novamente as peças faltantes —desde quando exista informação suficiente para o fazer fielmente—. Outra técnica utilizada consiste em desmontar peça por peça o monumento para proceder à sua limpeza ou à sua consolidação, para posteriormente restituí-lo ao seu estado original.

Nem as primeiras intervenções francesas no templo estiveram isentas de críticas: várias das atuações mais antigas, sobre monumentos cuja integridade estrutural estava ameaçada, foram apressadas e sem os meios adequados. Como resultado, atualmente há pilares reforçados com abraçadeiras metálicas oxidadas, emplastes de concreto recheando ou até mesmo rodeando pilares danificados, ou barras de aço embutidas na pedra; umas intervenções procedentes da época de Henri Marchal, e geralmente desculpadas como um "mal menor". Contudo, uma das intervenções francesas mais criticadas foi a reconstrução de uma antigo artesoado de madeira empregando concreto em lugar do material original, uma obra realizada na galeria sul do templo em tempos mais recentes.
Aparentemente, o teto de madeira original desapareceu na década de 1970, utilizado pelas guerrilhas dos khmer vermelho para fazer fogo. Não foram estes os únicos danos contemporâneos que sofreu o templo: também um projetil perdido norte-americano destruiu acidentalmente um dos pavilhões. Porém, os maiores danos procedem da pilhagem e do contrabando de antiguidades que padeceu o templo nas últimas décadas, especialmente durante a década de 1990. Afortunadamente a conscientização popular e a crescente vigilância, tanto por parte governamental como pela UNESCO, parecem estar melhorando ostensivelmente a situação.


Arquitetura

Dum ponto de vista estilístico, o templo é enquadrado no chamado "estilo angkoriano", que é a etapa artística mais madura e refinada na evolução da arquitetura khmer, bem como a última de influência puramente hinduísta.

Os templos khmer não eram concebidos como locais para a reunião dos fiéis mas para morada dos deuses, pelo qual apenas a elite religiosa e política do país tinha acesso aos recintos centrais. Angkor Wat apresenta a particularidade de ser um templo cuja finalidade última era servir de tumba para o rei. Esta concepção dos templos khmer ocasiona que as suas zonas mais sagradas careçam de grandes entradas ou espaços cerimoniais, e que a atenção se foque na percepção exterior do templo.
Tanto os terraços quanto as torres de Angkor Wat foram desenhadas para ser percebidas harmoniosamente desde o exterior, e as suas alturas e modulação têm em conta os efeitos da perspectiva. Nos prasat foram empregues estratégias como a de reduzir paulatinamente a altura dos sucessivos terraços ou o tamanho dos pormenores na torre à medida que a construção se eleva: isto produz no observador a sensação de se encontrar perante uma construção mais alta do que é realmente. Também a relação entre a distância e altura das torres de Angkor Wat foi calculada para apresentar uma encenação homogênea desde a entrada do templo, sem que os elementos mais próximos cheguem a ocultar os mais afastados.

Recinto exterior

O recinto exterior, rodeado pelo lago, tem umas dimensões de 1025 x 800 m, ocupando 82 hectares. O perímetro do lago, que tem um comprimento total de 5,5 km, está escalonado com várias fieiras de pedra. Duas passarelas de 12 m de largura e enfeitadas com uma balaustrada com a típica forma de Naga (serpente mítica com aspecto de cobra e 5 ou 7 cabeças), cruzam o lago a leste e a oeste, permitindo a entrada e saída do templo.
O recinto é fechado por um muro de laterita de 5 m de altura sobre o qual se assenta um pórtico de 235 m de comprimento que possui um corredor colunado na sua parte exterior. No pórtico destacam-se três torres marcando as suas respectivas entradas: a principal consiste numa gopura ou pavilhão de entrada, precedida por um pequeno vestíbulo, ladeado por duas entradas menores, habilitadas aparentemente para permitir o passo dos elefantes e das carruagens.

Templo central

O núcleo de Angkor Wat, ou o templo principal, é denominado Bakan. Este sofreu uma transformação em finais do século XVI para se acomodar aos requisitos das estupas budistas. O templo apoia-se sobre uma grande plataforma, e é dividido em três recintos de altura crescente, delimitados por corredores colunados e com pavilhões nos extremos: o terceiro recinto, ou recinto exterior, carece de torres, e os seus relevos estão dedicados ao rei construtor do templo, Suryavarman II. Os recintos segundo e terceiro sim possuem torres sobre os seus pavilhões. O recinto segundo carece de baixo-relevos, enquanto os relevos do primeiro estão dedicados ao deus Vixnu.

Accede-se ao segundo recinto subindo umas empinadas escadas, que segundo a iconografia hindu, simbolizam a ascensão à montanha dos deuses. No segundo recinto, de 115 x 100 m, também aparecem duas novas "bibliotecas" menores. Este segundo recinto ou nível não era acessível para o povo, pelo qual a sua arquitetura muda: os muros exteriores são cegos, e a galeria somente se abre ao interior mediante janelas atravessadas por colunas de complexo relevo. Dentro do segundo recinto aparece a plataforma do recinto central, erguida entre 11 e 13 metros segundo as diferentes fontes, e à qual se acede mediante empinadíssimas escadas com inclinação em torno des 70º, salvo no lado oeste, seguindo a direção principal, no qual a inclinação é de 50º.


Turismo

Após a relativa normalização da situação política no Camboja, Angkor e o seu templo principal, Angkor Wat, tornaram-se num importante destino turístico: o complexo recebeu 561 000 turistas em 2004, 677 000 em 2005, e cerca de um milhão em 2008. Para evitar o desgaste produzido pela massiva afluência de turistas, bem como com objeto de previr o vandalismo, estão começando a proteger e adaptar algumas zonas do templo particularmente delicadas. Contudo, poucos monumentos atualmente podem ser observados tão livremente como os de Angkor. Entre as iniciativas que permitam diminuir a pressão de visitantes no templo se estão avaliando opções como estabelecer diferentes percursos alternativos, ou iluminar o templo com luz artificial para poder prolongar o horário de visita depois do pôr-do-sol.

Embora 28% da renda por turismo reverta em trabalhos de conservação e restauração, ainda a maior parte dos trabalhos de manutenção são financiados com fundos estrangeiros.

http://www.wikipedia.org

Fórum requer assinatura

Para participar nesse fórum, deve estar previamente registado. Por favor indique a seguir o identificador pessoal que lhe foi fornecido. Se não está registado, deve inscrever-se.

Ligaçãoinscrever-sepalavra - passe esquecida ?