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A Espiratualidade na Arquitectura: Vaastu Shastra

terça-feira 22 de Março de 2016

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A ciência védica da arquitetura

PREFÁCIO

Diz um ditado indiano: “ Na escolha de um parceiro e de uma casa você não deveria dar ouvidos a seu intelecto, a sua razão - mas sim a seu coração.
“Uma casa possui forças emocionais e não deveria ser vista somente através de aspectos funcionais. Quem não conhece a sensação de se sentir bem e salvo imediatamente depois ter entrado em um certo lugar, e se sentir mal e quase rejeitado de um outro!? O que está atrás das sensações variadas que um lugar por si mesmo provoca? Alem do conhecimento sobre formas bem proporcionais e uma arquitetura agradável, existem certos critérios que deveriam ser cumpridos. Estes são resumidos em forma de sugestões até o mínimo detalhe no Vaastu Shastra, do ensinamento sobre o “Construir e Residir Saudável”. Em sânscrito Vaastu quer dizer “terreno” ou “lugar para construir”, Vaastu Shastra “ciência da arquitetura”. O Vaastu Shastra está descrito no Mansara e no Mayamata, ambos versos milenares e considerados as mais importantes obras da literatura védica clássica sobre arquitetura.

EM SINTONIA COM A NATUREZA

O espaço ao nosso redor possui energias diferenciadas - positivas, negativas e neutras. Na construção de uma casa as paredes e o telhado criam um espaço próprio dentro da energia do espaço ao redor. Estas forças influenciam os moradores na casa, alterando energeticamente o corpo humano, que também pode ser visto como um espaço. O objetivo do Vaastu Shastra é de estabelecer harmonia entre o corpo humano e o ‘corpo’ espaço.

Vaastu Shastra é baseado nas regularidades dados pela natureza e trata uma casa como um organismo. Toda matéria, viva ou morta, é formada pelos cinco elementos básicos, chamados de Panchamahabhuta.

Os cinco elementos, Panchabhuta

Akasha – espaço (éter)
Vayu – ar (vento)
Agni - fogo
Jal – água
Bhumi – terra

Além da aplicação e do tratamento específico dos cinco elementos e das forças tectônicas as forças energêticas dos planetas também são consideradas importantes pelo Vaastu Shastra. É a ciência chamada Jyotisha formando a astrologia e astronomia védica. Jyotisha é usado principalmente na determinação do momento certo para cada fase da construção. Este momento é chamado de Muhurta .

ANATOMIA DA CONSTRUÇÃO

Vaastu Purusha Mandala

Quase todos os princípios do Vaastu Shastra relacionam-se com a chamada Vaastu Purusha Mandala . Esta mandala é vista como a encorporação do Vaastu Shastra. Vaastu Purusha em si é considerado a irradiação de cada edificio; de certo modo é a alma, a essência da casa.

A Mandala é de formato quadrado, subdividido em, por exemplo, 64 ou 81 partes de dimensões iguais para desenvolver residências ou templos e 1024 partes para projetos urbanísticos. A cada um dos assim criados espaços são agregados padrões específicos. Existem 32 Mandalas variadas.

Conta a mitologia hindu que durante uma guerra entre deuses e semideuses um demônio chamado Andhakasura apareceu e começou a atormentar os guerreiros. Eles capturaram-no, jogaram-no sobre a terra com o rosto para o chão e puseram-se em cima dele, cada um sobre uma parte de seu corpo, encaixando ele num quadrado, deixando-o preso com a cabeça a Nordeste e os pés a Sudoeste. Desesperado com sua situação Andhakasura pediu ajuda a Brahma. Que por compaixão batizou-o de Vaastu Purusha, considerando-lhe o poder que somente através dele qualquer construção poderia começar e ser concluída.

As proporções e pontos cardiais

A proporção de um espaço ( relação entre i.e. comprimento e largura ) é tratado com o maior cuidado. Existem varios proporções definidos, entre eles a “proporção do elefante”, chamado Gajjaaya (proporção 1: 1,6). Gajjaaya , descrito pelo cientista védico Varahamihira no ano 530 a.C., corresponde com a da razão do ouro. Isso mostra, independente da questão da autoría verdadeira do descobrimento genial da razão doe ouro, que foi dado até então aos cientistas da Grécia antiga, que o Vaastu Shastra pode aclamar por si a existência universal. O quadrado (proporção 1:1), é visto pelo Vaastu Shastra como a “forma das formas” e deveria ser usada para dar dimensão a cada edifício – é o símbolo da perfeição absoluta.

O uso dos pontos cardiais tem profunda importância em muitos aspectos, como por exemplo, na situação do terreno, no direcionamento da casa etc. Os limites do terreno, as paredes externa e interna da casa, deveriam ser alinhadas nos pontos cardiais. Se por motivos variados não for possível obter a planta baixa como quadrado, um retângulo com a proporção de no máximo 2:1 é aceitável, com o comprimento maior alinhado na direção norte-sul. Formas irregulares, redondas e triangulares devem ser evitadas. Pode afastar-se do ponto cardial em no máximo 12 graus.

O sistema de medidas

O sistema de medidas do Vaastu Shastra é aplicado para dimensões variadas como altura, largura, comprimento, circunferência, espessura de paredes, medidas de capacidade etc.

O sistema impressiona pelo seu cuidado ao mínimo detalhe e sua proximidade à natureza. A medida menor citada nas escrituras antigas é a do átomo, chamado Paramanu . As outras medidas se organizam a partir deste. Comum no uso diário são medidas personalizadas, como a largura do dedo, Angula , e a medida Hasta , definido de 24 larguras de dedo ou dois palmos. O ideal para desenhar uma casa é usar Angula ou Hasta do futuro dono da casa, criando assim um espaço absolutamente personalizado.

A doutrina das cores

As cores são estimulantes psiquicos. A ciência moderna comprova que as cores influenciam não somente o espírito e a alma do ser humano como também o bem-estar físico. O Vaastu Shastra sabe destes efeitos e descreve nas escrituras antigas como definir cores diferenciadas para cada espaço da casa.
Por exemplo, deveria se usar tons de vermelho até tons de laranja suaves para a área da cozinha e da sala de jantar. Estes tons são vistos como excelentes estimulantes dos sucos gástricos, aumentando o apetite e auxiliando o processo metabólico. Assim como no exemplo anterior, as outras cores são tratadas e aplicadas dependendo do espaço a decorar.

O VAASTU SHASTRA EM TEMPOS DE HOJE

O formalismo do Vaastu Shastra é válido hoje, assim como era nos tempos antigos. Trata-se de um sistema aplicável a cada situação relacionado à arquitetura e urbanismo, independente do lugar, do clima e da cultura.
Também é possível de corrigir irregularidades em casas já construídas ou tratar somente um quarto. Tudo deveria ser feito de forma correspondente às circunstâncias, ao tempo e ao lugar e depende da sensibilidade do arquiteto sabendo ler os sinais para poder criar um espaço que flui harmonicamente.
Pode se dizer que um arquiteto e um médico tem muito em comum – os dois são responsáveis pelo bem-estar dos seus clientes. Viver em um ambiente que cria um bem-estar físico e espiritual forma a necessidade básica de cada ser humano – o Vaastu Shastra oferece os instrumentos para a criação deste espaço.


Jörg J. Pfeifer nasceu em 1959 na Áustria, mora desde 1990 em Salvador - Bahia. É arquiteto, artista plástico e consultor de Vaastu Shastra. Também ofereçe serviços de guia particular para viagens de estudo em Vaastu para a Índia.

fonte: http://www.alexandrasolnado.com/leclubzen/arquitectura.htm

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