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Vajrayana - budismo esotérico ou tântrico

quarta-feira 29 de Junho de 2016

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Vietnamese Buddhist leader Thich Nhat Hanh, left, at a ceremony in Ho Chi Minh City in 2007.

Vajrayana, também chamado de mantrayana, tantrayana, budismo esotérico ou tântrico e Veículo do Diamante (chinês: 金剛乘, jīngāngshèng, japonês: 金剛乗, kongōjō) , é um conjunto de escolas budistas esotéricas. O nome vem do sânscrito e significa "veículo de diamante".

O Vajrayana é às vezes considerado como uma extensão do budismo maaiana, uma vez que ele difere primariamente na adoção de técnicas adicionais (sânscrito: upāya, "meios hábeis"), ao invés de propor uma filosofia distintamente diferente.

O Mahayana possuiria assim dois caminhos de prática: o Sutrayana, que prega o aperfeiçoamento através do acúmulo de mérito e sabedoria gradualmente, e o Vajrayāna, que prega a tomada do fruto - a iluminação - como o caminho.

Segundo a tradição budista vajrayana, os meios hábeis cultivados no vajrayana permitem ao praticante um caminho acelerado a iluminação. Para isto faz-se uso de técnicas tantra, que auxiliam o desenvolvimento espiritual e a transmissão esotérica. Nesta suposta aceleração reside uma das diferenças entre a escola Vajrayana e outras escolas do Budismo. O Budismo Vajrayana, entretanto, não propõe que as escolas Theravada ou Mahayana estejam erradas, ao contrário, considera estas práticas como fundamentos essenciais sobre os quais a prática Vajrayana pode ser construída.

Sub-escolas

Apesar de haver evidência da presença da tradição Vajrayana no sudeste asiático, bem como em outros lugares, atualmente estes ensinamentos existem apenas na forma de duas sub-escolas:

  • Vajrayana tibetano
  • Mikkyo japonês

Vajrayana tibetano

As escolas do budismo tibetano, baseadas nas trasmissões das escrituras indianas para o platô tibetano, são achadas tradicionalmente no Tibete, Butão, norte da Índia, Nepal, Mongólia, partes da China e algumas repúblicas da antiga União Soviética, tais como Amur Oblast, Buryatia, Chita Oblast, Tuva, Kalmykia e Khabarovsk Krai.

Mikkyo japonês

A tradição Mikkyo só é encontrada em sua inteireza atualmente no Japão. Com a dominação japonesa sobre o leste asiático durante a primeira mentade do século XX. Durante a dinastia Tang a tradição Mikkyo foi quase que completamente exterminada da China continental, sobrando apenas resquícios em alguns rituais, que acabaram sendo incorporados pelas tradições Chan e Terra Pura. Mais recentemente, alguns monastérios na China, Taiwan e Singapura acabaram recebendo influência do Mikkyo japonês, devido à dominação imperialista japonesa do leste asiático.

Apesar de similares em conceito com as práticas do Vajrayana tibetano, os rituais Mikkyo descendem de aspectos mais antigos da tradição tântrica do budismo indiano, diferindo significativamente em termos de linhagem, estética etc. Os textos primários da tradição Mikkyo são o Mahavairochana Sutra e o Vajrasekhara sutra, cuja importância na tradição tibetana é inexpressiva.

O budismo Mikkyo foi introduzido no Japão por Kukai, um monge japonês que estudou na China no século IX, durante a dinastia Tang, trazendo consigo as tradições completas do Mikkyo. Ao retornar para o Japão estabelece a escola Shingon. A escola Shingon é um dos pouquíssimos ramos do budismo que ainda preserva o uso da escrita sânscrita siddham.

Apesar da escola Tendai do budismo japonês também possuir uma transmissão dos ensinamentos Mikkyo, estes são um tanto periféricos, uma vez que esta escola prima pela pluralidade na sua abordagem da práxis budista, não sendo assim uma escola exclusivamente esotérica. Na realidade, o centro da doutrina desta escola está nos ensinamentos do Sutra do Lótus
O fundador da escola Tendai, Saicho, foi à China na mesma época que Kukai. Apesar de ter recebido alguns poucos ensinamentos esotéricos, não chegou a receber instruções na tradição completa, procurando mais tarde recebê-las de Kukai. Apesar de terem uma relação inicialmente cordial, eles acabariam por cortar relações devido à atritos.

Mais tarde, o monge Tendai Ennin viajaria para a China para receber instruções completas na tradição Mikkyo, finalmente incorporando-os ao corpo doutrinário de sua escola.

Wikipedia

P.S.

Budismo tibetano

O budismo tibetano, também chamado de budismo vajrayana ou lamaísmo, por ser o mais numeroso nessa categoria, tem suas práticas de meditação na forma de elaborados rituais, com leitura de saddhanas (textos litúrgicos), visualizações e instrumentos musicais. Possui uma tradição nas artes, como pinturas e esculturas, e também tradição em ordens monásticas, com ênfase no relacionamento alunos e lamas.
Pertence à vertente maaiana do budismo, e apesar de não se organizar como uma instituição, tem sua representação maior na figura do Dalai Lama.
As principais escolas são nyingma, kagyu, gelug (escola na qual pertence o Dalai Lama) e sakya.

O termo "lamaísmo" provém do tibetano Lama, que significa "mestre" ou "superior", e que designa, geralmente, os monges tibetanos, em especial os hierarquicamente superiores.

Esta denominação foi dada ao budismo tibetano pelos estudiosos europeus, principalmente, que se utilizaram deste termo para distingui-lo do budismo indiano e permitir que fosse dada ênfase ao seu caráter mágico. Segundo alguns outros autores, contudo, tal emprego da palavra é impróprio, pois tem a intenção de estabelecer distinções entre as duas correntes que, na verdade, não existem.

O lamaísmo apresenta um duplo aspecto, assim como a maior parte das religiões orientais: o doutrinal e o popular.

A doutrina lamaica tem como base filosófica a manutenção e o desenvolvimento da tradição do maaiana (mahayana, "grande veículo"), que se distingue do hinaiana (hinayana, "pequeno veículo"), que não tem um caráter de pura magia. Entretanto, o culto popular, em função da influência da religião mais antiga e nativa, apresenta várias divindades e uma conotação acentuadamente mágica.

Essa doutrina, em síntese, é bem menos conhecida que suas manifestações populares. Em razão disso, alguns estudiosos erroneamente exageram em seu aspecto mágico, estendendo-o também à prática monástica.

Atualmente, a tradição maaiana ou, mais precisamente, a vajrayana (tantrismo ou "Veículo do Diamante") seguida no Tibete, é a única fonte conhecida para se estudar indiretamente o budismo indiano, que foi erradicado de onde se originou na Índia setentrional alguns séculos após sua dissiminação pelo Tibete.

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